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	<title>Paralisia.com</title>
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	<description>Tudo sobre a paralisia</description>
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		<title>Tudo sobre a Paralisia</title>
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		<pubDate>Tue, 23 Aug 2011 14:53:30 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Paralisia.com</dc:creator>
				<category><![CDATA[Paralisia]]></category>

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		<description><![CDATA[Bem-vindo ao paralisia.com! Esperamos que este blog sirva para lhe esclarecer algumas dúvidas que possa ter sobre os diversos tipos de paralisias. Definição de paralisia: abolição completa, no que respeita à mobilidade voluntária, da capacidade de efectuar um movimento em certo território do corpo; parálise; entorpecimento; tolhimento; marasmo; impossibilidade de operar; Paralisia geral: doença mental [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>Bem-vindo ao paralisia.com!</p>
<p>Esperamos que este blog sirva para lhe esclarecer algumas dúvidas que possa ter sobre os diversos tipos de paralisias.</p>
<p><strong><img class="size-full wp-image-7 alignleft" style="margin-right: 12px;" title="paralisia-paralisia-paralisia" src="http://www.paralisia.com/wp-content/uploads/2011/06/paralisia-paralisia-paralisia.gif" alt="" width="298" height="452" />Definição de paralisia:</strong> abolição completa, no que respeita à mobilidade voluntária, da capacidade de efectuar um movimento em certo território do corpo; parálise; entorpecimento; tolhimento; marasmo; impossibilidade de operar;</p>
<p><strong>Paralisia geral:</strong> doença mental ligada a lesões do encéfalo provocadas pela sífilis;</p>
<p><strong>Paralisia infantil:</strong> doença que ataca as crianças e pessoas adultas, principalmente na medual espinal e membros inferiores, também designada poliomielite. (fraqueza)</p>
<p><strong>Paralisia cerebral</strong> é uma lesão de uma ou mais partes do cérebro, provocada muitas vezes pela falta de oxigenação das células cerebrais. Acontece durante a gestação, no momento do parto ou após o nascimento, ainda no processo de amadurecimento do cérebro da criança. É importante saber que o portador possui inteligência normal (a ser que a lesão tenha afetado áreas do cérebro responsáveis pelo pensamento e pela memória).</p>
<p>&nbsp;</p>
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		<title>Paralisia do Sono</title>
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		<pubDate>Mon, 20 Jun 2011 16:00:18 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Cleber Muniz</dc:creator>
				<category><![CDATA[Paralisia do sono]]></category>

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		<description><![CDATA[Algumas pessoas relatam que, às vezes, sofrem uma paralisia corporal ao se deitarem para dormir. Afirmam que, deitadas, perdem os movimentos e a capacidade de falar, ficando com o corpo pesado e “duro”, preso à cama. Então, dizem, ouvem vozes, escutam passos, vêem estranhas cenas ou pessoas e de desesperam. Como nossa cultura não é, [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p><img class="alignleft size-full wp-image-35" style="margin-right: 21px;" title="paralisia-do-sono" src="http://www.paralisia.com/wp-content/uploads/2011/06/paralisia-do-sono.gif" alt="Paralisia do Sono" width="204" height="193" />Algumas pessoas relatam que, às vezes, sofrem uma paralisia corporal ao se deitarem para dormir. Afirmam que, deitadas, perdem os movimentos e a capacidade de falar, ficando com o corpo pesado e “duro”, preso à cama. Então, dizem, ouvem vozes, escutam passos, vêem estranhas cenas ou pessoas e de desesperam.<br />
Como nossa cultura não é, infelizmente, amadurecida no campo onírico e nem tampouco para o contato com o mundo do inconsciente, não somos preparados para experiências desta natureza. Como resultado, não sabemos o que fazer quando caímos na paralisia do sono, sendo tomados pelo medo.</p>
<p>Alguns experimentam intenso terror, supondo que estão enlouquecendo ou prestes a morrer. Outros, supersticiosos, crêem que o “diabo” os persegue e até que os sufoca.</p>
<p>O medo se deve ao desconhecimento. Na verdade, a paralisia do sono corresponde a um estado não usual de consciência no qual atingimos lucidamente o limiar entre a vigília e o sonho. Em outras palavras: nossa consciência se encontra em um ponto limítrofe entre o mundo vígil e o mundo onírico.</p>
<p>Obviamente, não estou me referindo à narcolepsia ou a estados patológicos similares, nos quais a pessoa desfalece mantendo a consciência em situações arriscadas como durante o trabalho ou no trânsito. Refiro-me apenas à paralisia que algumas vezes enfrentamos durante estados de relaxamento profundo, logo após nos deitarmos ou acordarmos pela manhã.</p>
<p>Não devemos confundir a paralisia do sono, que é inofensiva, com narcolepsia, que é um distúrbio.</p>
<p>É importante diferenciar o patológico do inócuo. A inofensiva paralisia analisada aqui surge quando nos acomodamos para relaxar, dormir ou “tirar um cochilo”. Ocorre em situações facilitadoras do sono, podendo aparecer na fase inicial ou final deste. Não se impõe contra a nossa vontade em situações inadequadas ou de risco, como durante o ato de dirigir ou trabalhar.</p>
<p>Esse estado limítrofe nos oferece a oportunidade de experimentar um tipo especial d sonho: o sonho lúcido. Se, ao invés de nos deixarmos tomar pelo medo, soubermos aproveitar a situação de imobilidade para trabalhar com a imaginação, adentraremos conscientemente ao nosso mundo dos sonhos.</p>
<p>Durante a paralisia do sono, estamos às portas do nosso universo onírico. Em tal fase, podemos reverter o processo letárgico ou dar-lhe continuidade.Se nos aterrorizarmos ante a impossibilidade de movimento e as percepções alteradas, o reverteremos. Se nos mantivermos tranqüilos e permitirmos que o processo natural do sono tenha continuidade, teremos a experiência fantástica do sonho lúcido. É uma experiência cobiçada por muitos.</p>
<p>Nos sonhos normais, nunca percebemos que estamos sonhando. Sempre acreditamos estar acordados: fugimos dos perigos, nos preocupamos em resolver os problemas com os quais nos deparamos, tememos as reações das pessoas e animais com os quais estamos sonhando, etc.</p>
<p>No sonho lúcido, esta falta de discernimento não existe. O sonhador compreende que está sonhando e age de acordo com esta compreensão.</p>
<p>Durante a fase intermediária entre o sono e a vigília, começamos a ter percepções alteradas, os primeiros contatos imediatos com o mundo fantástico. Os nossos pensamentos adquirem alto grau de nitidez e podem ser vistos e ouvidos como se pertencessem ao mundo exterior. As vozes, sons, imagens e toques que percebemos são imaginais, isto é, são formas mentais. Não obstante, seu impacto realístico e nitidez (numinosidade) são intensos e espantam as pessoas que ainda não estão familiarizadas com isso. Nossos medos, desejos, anelos, frustrações, etc, se corporificam em imagens mentais cujas formas apresentam afinidade com o teor dos sentimentos que as geraram.</p>
<p>Aqueles que almejam a experiência do sonho lúcido procuram induzir a paralisia do sono por meio do relaxamento consciente. Ao atingi-la, saltam para o outro lado de suas existências.</p>
<p>Caso tenhamos interesse em aproveitar a paralisia corporal para obtermos uma experiência onírica consciente, podemos nos valer de um procedimento muito simples: uma vez atingida a imobilidade, projetamos uma imagem mental qualquer que nos agrade procurando vivenciá-la lucidamente, ou seja, nos empenhamos em interagir com a mesma sem perder a recordação de que é mental e onírica. Então, logo nos vemos dentro de um sonho lúcido.</p>
<p>Poderíamos dizer, em outros termos, que colaboramos conscientemente com o processo natural do sono-sonho ao invés de detê-lo pelo medo. Após o estado de paralisia corporal vem o estado de sonho propriamente dito. Se vivenciarmos lucidamente as imagens mentais que se formam nesta fase inicial do sonho, logo as mesmas se apresentam ante a nossa consciência como se fossem tridimensionais.</p>
<p>Fui procurado certa vez por um rapaz que era freqüentemente jogado na imobilidade contra a sua vontade. Havia apelado para médios, sacerdotes e orações para resolver o “problema”. Não obteve sucesso algum. A paralisia persistia contra todos os seus esforços e os de sua mãe em suprimi-la.</p>
<p>O jovem estava muito preocupado. Havia sido educado na religião cristã e acreditava que as trevas fossem povoadas por entidades infernais. Temia o ataque de algum demônio na escuridão da noite. Sua mãe estava, na época, tentando contatar um exorcista.</p>
<p>Imaginemos por um instante seu desespero: paralisado na cama, no escuro, ouvindo vozes estranhas com intenso impacto realístico e, ainda por cima, sentido-se prestes a ser atacado por um demônio sem poder mover-se ou fugir.</p>
<p>Instruí o rapaz a respeito da paralisia e indiquei-lhe alguns textos para leitura. Fizemos juntos uma análise de suas crenças religiosas, do teor das percepções alteradas que experimentava, da natureza dos sonhos, do mundo inconsciente e do que a paralisia significava em outras culturas diferentes daquela em que ele vivia. Ele logo ficou tranqüilizado e feliz. Começou a aproveitar a situação de imobilidade para ter sonhos lúcidos e, hoje, chega a se lamentar quando não a atinge. O “problema” se transformou em algo desejável ao encontrar seu sentido e seu curso.</p>
<p>A paralisia do sono perde seu caráter terrificante quando permitimos que cumpra sua função propiciadora de experiências transcendentes.</p>
<p>Muitas vezes, a paralisia do sono é denominada “pesadelo”, o que nem sempre é correto. Um pesadelo é um sonho terrível, com monstros, assassinatos, torturas, sangue, cadáveres, etc. A paralisia é a imobilidade do corpo, a incapacidade de mover-se e de se levantar. É acompanhada por alucinações e, às vezes, pro uma pseudo-asfixia.</p>
<p>A pessoa corretamente instruída a respeito das etapas de instalação dos estados oníricos pode reagir com naturalidade ante a imobilidade corporal, sem desespero. Foi esse o caso de um afeiçoado aos sonhos lúcidos que estudou comigo.</p>
<p>O rapaz estava deitado e profundamente relaxado. De repente, sentiu que não podia se mover ou falar:</p>
<p>“Eu tentava falar, mas a voz não saía. Tentava levantar, mas não conseguia. Eu vi que já estava começando a dormir”.</p>
<p>Havia atingido paralisia e algumas percepções alteradas o assaltaram:</p>
<p>“Ouvi o som de passos de alguém subindo pela escada. A pessoa chegou e abriu a porta sem virar a chave. Pensei: Eu tranquei a porta. Como a pessoa conseguiu abrir?”</p>
<p>“Depois eu ouvi, na sala, o som de um riacho, de água&#8230; Riacho dentro da minha sala? Que absurdo! Já são as cenas do sonho”&#8230;</p>
<p>Em seguida, voluntária e conscientemente, o estudante se imagina em pé, diante da porta. A imagem onírica da porta e de sua pessoa em pé se concretizam ante sua consciência. Ele está lá, frente à porta, vivenciando a cena com o mesmo impacto realístico que teria se pertencesse ao mundo vígil. Não obstante, sabia que seu corpo dormia e que experimentava um estado de realidade incomum:</p>
<p>“Como sabia que estava dormindo concluí que só podia estar dentro de um sonho e resolvi aproveitar para brincar”.</p>
<p>“Abri a porta e saí. Ao invés de descer a escada e ir para a rua, para fora, eu fui para o quintal. No quintal, sabendo que estava em um sonho tentei flutuar. Não consegui”.</p>
<p>“Tentei mais uma vez, não consegui de novo. Eu estava eufórico pela sensação de poder voar então resolvi me acalmar”.</p>
<p>Tentei, com toda a calma e lentidão, flutuar levemente e bem baixo. Consegui! Flutuei até a laje da minha casa. Olhei ao redor. Tudo estava igual. Olhei o céu: tinha nuvens e, mesmo assim, era um sonho! Eu sabia que estava dormindo”.</p>
<p>“Então, agora confiante, corri e dei um grande salto do alto da laje, sem medo. Comecei a subir com uma velocidade enorme! Um vento bem real começou a soprar contra o meu rosto, que nem quando a gente anda de carro rápido e põe a cara prá fora”.</p>
<p>“O vento começou a ficar cada vez mais forte e eu me assustei. Então acordei”.</p>
<p>Neste caso, a paralisia possuía um significado especial para o sonhador, que a via como um indicador de que o estado onírico se aproximava. Era o sinal de que iniciaria uma viagem através da noite, de que a hora de passear pelo mundo interior havia chegado.</p>
<p>Além do mundo usual da vigília há um outro mundo: o dos sonhos.É um mundo que pertence à dimensão do inconsciente, sendo constituído por imaginações espontâneas, anelos, desejos, recordações, traumas&#8230; Na fase da paralisia, estamos às portas desse estado de realidade incomum. As culturas antigas, primitivas e orientais desenvolveram, ao longo da história, métodos para colocar a consciência em contato direto e seguro com esse mundo misteriosos.</p>
<p>O mundo dos sonhos é real à sua própria maneira, infelizmente, nós, ocidentais modernos, somos ainda muito atrasados nesse campo. Preferimos evitar a espinhosa questão relacionada com a concretude da psique a encarar a crua realidade do mundo onírico.</p>
<p>Originalmente escrito em <a href="http://www.jornalinfinito.com.br/series.asp?cod=21">http://www.jornalinfinito.com.br/series.asp?cod=21</a>, colocado com permissão do autor.</p>
<p>Qualquer dúvida que tenha, deixe um comentário.</p>
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		<title>Paralisia de Bell</title>
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		<pubDate>Mon, 20 Jun 2011 15:58:16 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Paralisia.com</dc:creator>
				<category><![CDATA[Paralisia de bell]]></category>

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		<description><![CDATA[A paralisia de Bell é uma anomalia do nervo facial caracterizada pela fraqueza súbita ou pela paralisia dos músculos de um lado da face. O nervo facial é o nervo craniano que estimula os músculos faciais. Embora a causa da paralisia de Bell não seja conhecida, ela pode incluir o edema do nervo facial como reação [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p><img class="alignleft size-full wp-image-32" style="margin-right: 21px;" title="paralisia-de-bell" src="http://www.paralisia.com/wp-content/uploads/2011/06/paralisia-de-bell.gif" alt="" width="275" height="311" />A <strong>paralisia de Bell</strong> é uma anomalia do nervo facial caracterizada pela fraqueza súbita ou pela paralisia dos músculos de um lado da face. O nervo facial é o nervo craniano que estimula os músculos faciais. Embora a causa da paralisia de Bell não seja conhecida, ela pode incluir o edema do nervo facial como reação a uma infecção viral, a uma compressão ou a uma falta de fluxo sangüíneo.</p>
<h1>Sintomas</h1>
<p>A <strong>paralisia de Bell</strong> aparece de forma repentina. O indivíduo pode apresentar dor atrás da orelha algumas horas antes de ocorrer a fraqueza muscular. O grau de fraqueza pode variar de modo imprevisível, de discreto a grave, mas sempre afeta apenas um lado da face. O lado paralisado torna- se sem rugas e inexpressivo, mas, freqüentemente, o indivíduo tem uma sensação de que sua face está torcida. A maioria dos indivíduos apresenta dormência ou uma sensação de peso no rosto, mas a sensibilidade na realidade permanece normal. Quando a parte afetada é a região superior da face, o indivíduo pode apresentar dificuldade para fechar o olho do lado afetado. Raramente, a paralisia de Bell interfere na produção de saliva, no paladar ou na produção de lágrimas.</p>
<h1>Diagnóstico</h1>
<p>A <strong>paralisia de Bell</strong> sempre afeta apenas um lado da face. A fraqueza é repentina e pode envolver tanto a parte superior quanto a parte inferior do lado afetado. Embora um acidente vascular cerebral também possa causar uma fraqueza facial súbita, ele afeta somente a parte inferior do rosto. Além disso, um acidente vascular cerebral (derrame) acarreta fraqueza do membro superior e do membro inferior. Outras causas de paralisia do nervo facial são raras e, normalmente, manifestam-se lentamente. Elas incluem os tumores cerebrais ou outros tumores que comprimem o nervo; a destruição do nervo facial por uma infecção viral como o herpes (síndrome de Ramsay Hunt); as infecções do ouvido médio ou dos seios mastóides; a doença de Lyme; as fraturas da base do crânio; e diversos outros distúrbios ainda mais raros. Comumente, o médico descarta esses distúrbios através da história do paciente e da análise dos resultados de estudos radiográficos, de uma tomografia computadorizada (TC) ou de uma ressonância magnética (RM). Para a doença de Lyme, pode ser necessária a realização de um exame de sangue. Não existe um exame ou teste específico para a paralisia de Bell.</p>
<h1>Tratamento</h1>
<p>Não existe um tratamento específico para a paralisia de Bell. Alguns médicos acreditam que corticosteróides (p.ex., prednisona) devem ser administrados antes do segundo dia após o surgimento dos sintomas e a sua administração deve ser continuada por uma a duas semanas. Não foi demonstrado que esse tratamento é eficaz no controle da dor ou que ele melhora as possibilidades de recuperação. Se a paralisia dos músculos faciais impedir o fechamento completo do olho, deve-se evitar o seu ressecamento. É recomendada a utilização de colírios lubrificantes, utilizados em intervalos de poucas horas e pode ser necessário o uso de um tampão ocular. Nos indivíduos com paralisia grave, a massagem dos músculos enfraquecidos e a estimulação dos nervos podem ajudar a evitar a contratura dos músculos faciais. Se a paralisia persistir por seis a doze meses ou mais, o cirurgião pode tentar o enxerto de um nervo são (habitualmente retirado da língua) no músculo facial paralisado.</p>
<h1>Prognóstico</h1>
<p>No caso de uma paralisia parcial, a recuperação completa pode ocorrer em um a dois meses. Se a paralisia for total, o prognóstico é variável, apesar da maioria dos indivíduos recuperaremse completamente. Para determinar a probabilidade de recuperação completa, o médico pode examinar o nervo facial através da estimulação elétrica. Ocasionalmente, à medida que o nervo facial se recupera, ele forma conexões anormais, acarretando o surgimento de movimentos inesperados de alguns músculos faciais ou o lacrimejamento espontâneo dos olhos.</p>
<p>Qualquer dúvida que tenha, deixe um comentário.</p>
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		<title>Paralisia Obstétrica</title>
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		<pubDate>Mon, 20 Jun 2011 15:57:07 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Paralisia.com</dc:creator>
				<category><![CDATA[Paralisia obstétrica]]></category>

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		<description><![CDATA[É o resultado de um parto laborioso onde houve lesão neuronal por tração ou avulsão das fibras do plexo braquial durante as manobras obstétricas quando do desprendimento do ombro do recém nascido. Em geral, as fibras superiores do plexo são as mais acometidas , porém sofrem avulsão mais raramente que as fibras inferiores, ou seja, [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p><img class="alignleft size-full wp-image-28" style="margin-right: 21px;" title="paralisia-obstetrica" src="http://www.paralisia.com/wp-content/uploads/2011/06/paralisia-obstetrica.gif" alt="Paralisia Obstétrica" width="281" height="300" />É o resultado de um parto laborioso onde houve lesão neuronal por tração ou avulsão das fibras do plexo braquial durante as manobras obstétricas quando do desprendimento do ombro do recém nascido.</p>
<p>Em geral, as fibras superiores do plexo são as mais acometidas , porém sofrem avulsão mais raramente que as fibras inferiores, ou seja, as fibras mais caudais tendem a ter mais lesões por neurotmesis enquanto as mais craniais tendem à lesão por neuropraxia.</p>
<p>É o mecanismo do parto de extrema importância na gênese desse tocotraumatismo, sobretudo no parto pélvico com cabeça derradeira levando o obstetra menos experiente a realizar manobras mais vigorosas na tentativa de desprender a criança tracionando a coluna cervical ou deixando que a gravidade o faça.</p>
<p>Esse tipo de trauma fechado também pode ser observado no parto em apresentação cefálica após o desprendimento da cabeça quando o obstetra a traciona junto com o pescoço da criança para desprender o ombro, principalmente o direito que cavalga na púbis materna explicando-se essa maior incidência visto a maior frequência de apresentações cefálicas em oblíquo anterior esquerdo, nesse caso o ombro direito preso no estreito inferior é que sofre tração levando à lesão neuronal.</p>
<p>Outros fatores também pertinentes são: macrossomia fetal ( principalmente se acima de 4 kg ) , diabete materno , distocia de ombro e mãe de idade avançada.</p>
<h1>Diagnóstico</h1>
<p>A identificação da PO é em sua essência clínica possível já no berçário com uma avaliação neurológica sumária do RN somada à história obstétrica e do parto. Com frequência, é a mãe que indaga ao médico a fraqueza ou hipotonia em um braço da criança que não está sendo usado espontaneamente e que , as vezes, leva ao choro quando manipulado. Entretanto alguns estudiosos sugerem uma avaliação clínica mais precisa após 3 semanas do nascimento quando o quadro se torna melhor definido.</p>
<p>Na verdade ocorre uma paralisia flácida total ou parcial do membro acometido onde o primeiro passo é definir a anatomia da lesão. Esta, quando supraclavicular , acomete músculos mais proximais como os abdutores do braço e flexores do cotovelo podendo também comprometer a supinação do antebraço e extensão da mão. Quando a lesão é mais baixa ou infraclavicular a principal característica é o comprometimento dos flexores do punho e dedos lembrando que esses padrões podem vir associados.</p>
<p>Ainda na localização da lesão, é importante definir se é distal ou proximal ao gânglio da raiz dorsal pois quando pré-ganglionar jamais se recupera e quando pós-ganglionar o faz algumas vezes. Nessa avaliação, se a criança não consegue elevar a escápula espontaneamente e/ou apresenta síndrome de Horner ( miose, ptose palpebral e enoftalmia ) poderemos pensar que a lesão está mais próxima da medula ( pré-ganglionar ) sendo o prognóstico mais reservado.</p>
<p>A paralisia obstétrica se manifesta através de três formas clínicas distintas baseado na localização e gravidade da lesão neuronal.</p>
<p>A paralisia braquial alta ( C5 / C6 ), superior ou de Erb-Duchenne corresponde a 75% dos casos. Aqui, o membro superior está flácido e rodado internamente , o antebraço pronado e o ombro não abduz ativamente , o cotovelo em extensão completa ou levemente fletido ( C7 ), o punho pode estar fletido assumindo a clássica postura de garçom pedindo gorgeta. O membro toma atitude de imobilidade junto ao tronco e quando solto cai ao longo do corpo. O reflexo de Moro está assimétrico, o bicipital ausente e o de preensão palmar preservado. A sensibilidade tátil e dolorosa é normal no antebraço e mão e não há fenômenos vasomotores na extremidade. Vale lembrar que o nervo frênico não faz parte do plexo braquial, logo, não há manifestações respiratórias ou a ele relacionadas.</p>
<p>Com a evolução, a criança pode sair dessa fase aguda ou inicial e se recuperar espontaneamente em até 40% dos casos em até 18 meses de idade, mas se o desequilíbrio muscular persistir surgem deformidades fixas como contraturas e alterações osteoarticulares. Ocorre limitação na abdução, rotação externa do membro e flexão do cotovelo sendo que quando solicitada a levar a mão à boca manifesta o sinal do corneteiro, ainda há deformidade do processo coracóide e acrômio que ficam alongados, afilados e voltados para baixo como resultado do distúrbio muscular prolongado, a cavidade glenóide se torna mais rasa predispondo a luxação posterior do ombro.</p>
<p>O segundo tipo mais frequente é a paralisia braquial total ( C5 / C6 / C8 / T1) que corresponde a 24% dos casos. Aqui, todo o membro é flácido e não há resposta a estímulos sensitivos. Acrecenta-se a ausência do reflexo de preensão palmar e presença de fenômenos vasomotores como palidez ou vermelhidão da pele. Pode ocorrer lesão do gânglio cervicotorácico ou estrelado manifestando a síndrome de Claude-Bernard-Horner ipsilateral.Os demais reflexos também estão ausentes e algumas vezes com a evolução do processo a paralisia total regride para uma paralisia superior.</p>
<p>A terceira forma , mais rara , é a paralisia braquial baixa, inferior ( C8 / T1 ) conhecida como paralisia de Klumpke. Aqui, existe déficit motor e sensitivo da mão, estando o ombro e o cotovelo com mobilidade ativa preservada. O reflexo de Moro e bicipital estão presentes , mas o de preensão palmar está ausente devido a paralisia da musculatura flexora do punho e dedos. Ocorre déficit sensorial da borda ulnar do antebraço e mão sendo comum a associação com síndrome de Horner. Como em geral há neurotmesis ou avulsão das raízes inferiores o prognóstico é pior, não há recuperação espontânea e criança evolui com atrofia muscular e diminuição do crescimento do membro.</p>
<p>Todas essas formas evoluem de acordo com o grau de lesão neuronal e se não houver recuperação na contração do bíceps braquial e do deltóide até o terceiro mês de idade provavelmente há neurotmesis e necessidade de exploração cirúrgica. Caso haja alguma contração em um desses músculos até o segundo mês de vida o prognóstico é melhor e a recuperação completa mais provável.</p>
<p>Ainda como abordagem diagnóstica podemos solicitar alguns exames como a radiografia simples à procura de fraturas associadas e das deformidades osteoarticulares possíveis numa fase mais tardia. A ultrasonografia do ombro pode mostrar deslocamentos epifisário proximal do úmero que inicia sua ossificação a partir do terceiro mês de idade. A mielografia cervical ou radiculografia que pode ser feita a partir da terceira semana de vida e permite identificar avulsões, lacerações e meningoceles traumáticas ao longo das raízes. A tomografia computadorizada e , melhor ainda, a ressonância nuclear magnética podem mostrar claramente a lesão e , por fim, o estudo eletroneuromiográfico de grande valor na identificação do nervo lesado ,mas principalmente no acompanhamento desses pacientes sobretudo na recuperação pós-operatória.</p>
<p>A exploração clínica e complementar minunciosa deve ser rotina para todos os casos no sentido de excluir diagnósticos diferenciais como a paralisia cerebral , lesões da cintura escapular como fraturas da clavícula, úmero e deslocamentos epifisários proximal do úmero, osteomielite neonatal, artrite piogênica do ombro e sífilis congênita.</p>
<p>&nbsp;</p>
<p>Qualquer dúvida que tenha, deixe um comentário.</p>
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		<title>Paralisia Infantil</title>
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		<pubDate>Mon, 20 Jun 2011 15:56:15 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Paralisia.com</dc:creator>
				<category><![CDATA[Paralisia infantil]]></category>

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		<description><![CDATA[É mais comum em crianças (&#8220;paralisia infantil&#8220;), mas também ocorre em adultos. A transmissão do poliovírus &#8220;selvagem&#8221; pode se dar de pessoa a pessoa através de contato fecal &#8211; oral, o que é crítico em situações onde as condições sanitárias e de higiene são inadequadas. Crianças de baixa idade, ainda sem hábitos de higiene desenvolvidos, [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p><img class="alignleft size-full wp-image-25" style="margin-right: 21px;" title="paralisia-infantil" src="http://www.paralisia.com/wp-content/uploads/2011/06/paralisia-infantil.gif" alt="Paralisia Infantil" width="200" height="314" />É mais comum em crianças (&#8220;<strong>paralisia infantil</strong>&#8220;), mas também ocorre em adultos. A transmissão do poliovírus &#8220;selvagem&#8221; pode se dar de pessoa a pessoa através de contato fecal &#8211; oral, o que é crítico em situações onde as condições sanitárias e de higiene são inadequadas. Crianças de baixa idade, ainda sem hábitos de higiene desenvolvidos, estão particularmente sob risco. O poliovírus também pode ser disseminado por contaminação fecal de água e alimentos.</p>
<p>Todos os doentes, assimptomáticos ou simptomáticos, expulsam grande quantidade de virus infecciosos nas fezes, até cerca de três semanas depois da infecção do individuo.</p>
<p>Os seres humanos são os únicos atingidos e os únicos reservatórios, daí a vacinação universal poder erradicar essa doença completamente.</p>
<p>O período entre a infecção com o poliovírus e o início dos sintomas (incubação) varia de 3 a 35 dias. A descrição seguinte refere-se à poliomielite maior, paralítica, mas esta corresponde a uma minoria dos casos. Na maioria o sistema imunitário destroi o virus em alguma fase antes da paralisia (ver mais à frente).</p>
<p>A infecção é oral e há invasão e multiplicação do tecido linfático da faringe (tônsilas ou amígdalas). Ele é daí ingerido e sobrevive ao suco gástrico, invadindo os enterócitos do intestino a partir do lúmen e aí multiplicando-se.As manifestações iniciais são parecidas com as de outras doenças virais. Podem ser semelhantes às infecções respiratórias (febre e dor de garganta, gripe) ou gastrointestinais (náuseas, vômitos, dor abdominal. Em seguida dissemina-se pela corrente sangüínea e vai infectar por essa via os orgãos. Os mais atingidos são o sistema nervoso incluindo cérebro, e o coração e o fígado. A multiplicação nas células do sistema nervoso (encefalite) pode ocasionar a destruição de neurônios motores, o que resulta em paralisia flácida dos músculos por eles inervados.</p>
<p>As manifestações clínicas da infecção são variadas e podem ser descritas em quatro grupos:</p>
<p>Doença assimptomática: mais de 90% dos casos são assimptomáticos, com limitação efectiva pelo sistema imunitário da infecção à faringe e intestino. Não há sintomas e a resolução é rápida sem quaisquer complicações.</p>
<p>Poliomielite abortiva ou Doença menor: ocorre em 5% dos casos, com febre, dores de cabeça, dores de garganta, mal estar e vómitos, mas sem complicações sérias.</p>
<p>Poliomielite não-paralítica com meningite asséptica: ocorre em 1 ou 2% dos casos. além dos sintomas iniciais da doença menor, ocorre inflamação das meninges do cérebro com dores de cabela fortes e espasmos musculares mas sem danos significativos neuronais.</p>
<p>Poliomielite paralítica ou doença maior: de 0,1 a 2% dos casos. Após os três ou quatro dias depois dos sintomas iniciais da doença menor desaparecerem (ou cerca de 10 dias depois de se iniciarem), surge a paralisia devido a danos nos neurónios da medula espinal e córtex motor do cérebro. A paralisia flácida (porque os membros afectados são maléaveis ao contrário da rigidez que ocorre noutras doenças) afecta um ou mais membros, e músculos faciais. O número de músculos afectados varia de doente para doente e tanto pode afectar apenas um grupo discreto como produzir paralisia de todos os músculos do corpo. Se afectar os músculos associados ao sistema respiratório ou o centro neuronal medular que controla a respiração subconsciente directamente, a morte é provável por asfixia. A paralisia respiratória é devida à poliomielite bulbar, que afecta esses nervos: ataxa de mortalidade da variedade bulbar é 75%. As regiões corporais paralisadas conservam a sensibilidade. Se o doente sobreviver alguns poderão recuperar alguma mobilidade nos músculos afectados, mas frequentemente a paralisia é irreversivel. A mortalidade total de vítimas da poliomielite paralítica é de 15 a 30% para os adultos e 2 a 5% para crianças.</p>
<p>O síndrome pós-poliomielite atinge cerca de metade das vítimas de poliomielite muitos anos depois da recuperação (por vezes mais de 40 anos depois). Caracteriza-se pela atrofia de músculos, presumivelmente pela destruição no tempo da doença de muitos neurónios que os inervavam. Com a perda de actividade muscular da velhice a atrofia normal para a idade processa-se a taxas muito mais aceleradas devido a esse facto.</p>
<p>&nbsp;</p>
<p>Qualquer dúvida que tenha, deixe um comentário.</p>
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		<title>Paralisia Facial Central</title>
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		<pubDate>Mon, 20 Jun 2011 15:54:44 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Paralisia.com</dc:creator>
				<category><![CDATA[Paralisia facial central]]></category>

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		<description><![CDATA[São causadas por lesões supranucleares (trato córtico-nuclear), onde nesta paralisia a motricidade da metade superior é geralmente preservada. Na paralisia facial central existe um desvio da rima bucal, apagamento do sulco nasolabial, disartria, ausência da contração do plastima. A principal causa da paralisia facial central é avascular (acidente vascular cerebrais). (SANVITO, 1981, p.196). Nas paralisias centrais, [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p><img class="alignleft size-full wp-image-21" style="margin-right: 20px;" title="paralisia-facial-central" src="http://www.paralisia.com/wp-content/uploads/2011/06/paralisia-facial-central.gif" alt="Paralisia Facial Central" width="242" height="300" />São causadas por lesões supranucleares (trato córtico-nuclear), onde nesta paralisia a motricidade da metade superior é geralmente preservada.</p>
<p>Na <strong>paralisia facial central</strong> existe um desvio da rima bucal, apagamento do sulco nasolabial, disartria, ausência da contração do plastima.</p>
<p>A principal causa da paralisia facial central é avascular (acidente vascular cerebrais). (SANVITO, 1981, p.196).</p>
<p>Nas paralisias centrais, entretanto, pode haver contração involuntária da musculatura mímica como manifestação emocional. Assim, o indivíduo pode contrair a musculatura mímica do lado paralisado quando ri ou chora, embora não possa fazê-lo voluntariamente. (MACHADO, 2000, p.210).</p>
<p>&nbsp;</p>
<p>Qualquer dúvida que tenha, deixe um comentário.</p>
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		<title>Paralisia Facial</title>
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		<pubDate>Mon, 20 Jun 2011 15:52:58 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Paralisia.com</dc:creator>
				<category><![CDATA[Paralisia facial]]></category>

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		<description><![CDATA[Uma das doenças otorrinolaringológicas de maior impacto na população é, sem dúvida, a paralisia facial periférica. Quando o paciente, de uma hora para outra e sem causa aparente, nota no espelho que sua boca desviou para o lado, um dos olhos não fecha e também não consegue enrugar a testa, já pensa que algo de muito [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p><img class="alignleft size-full wp-image-18" style="margin-right: 20px;" title="paralisia-facial" src="http://www.paralisia.com/wp-content/uploads/2011/06/paralisia-facial.gif" alt="Paralisia Facial" width="300" height="379" />Uma das doenças otorrinolaringológicas de maior impacto na população é, sem dúvida, a <strong>paralisia facial periférica</strong>. Quando o paciente, de uma hora para outra e sem causa aparente, nota no espelho que sua boca desviou para o lado, um dos olhos não fecha e também não consegue enrugar a testa, já pensa que algo de muito grave lhe aconteceu e que sua vida pode estar correndo perigo, principalmente por saber que um derrame cerebral pode provocar um desvio da boca.</p>
<p>Mas é muito importante diferenciar uma paralisia da face quando a mesma é provocada por um derrame cerebral (AVC), da paralisia que é o tema central deste texto, chamada paralisia facial periférica. A paralisia da face provocada por um AVC é também chamada de paralisia facial central, onde comumente observamos um desvio da boca, sendo que o olho e a testa mantém-se normais. Junto também temos perda de força do braço e perna opostos ao lado do desvio da boca, sendo essa uma doença grave, considerada emergência médica.</p>
<p>Já a paralisia facial periférica é uma doença do nervo responsável pela inervação dos músculos da face, que vão dar a expressão (mímica) da mesma, chamado de nervo facial ou VII par de nervos cranianos. Na paralisia facial periférica, toda a hemiface inervada pelo nervo lesado fica paralisada, não enrugando a testa, não fechando o olho e a boca desviando para o lado sadio. Esta é uma doença benigna, que na maioria dos casos evoluirá para a cura, sem risco de vida ao paciente. Mas a necessidade de um acompanhamento médico precoce é importante para uma boa evolução da doença, bem como a detecção dos casos de mau prognóstico. Várias são as causas de uma paralisia facial periférica, tais como: um trauma na face, uma infecção do nervo facial por vírus ou bactéria, uma infecção de ouvido, pós cirurgia otológica ou da glândula salivar parótida, dentre tantas outras. Mas a causa mais comum (50%) desse tipo de paralisia é desconhecida, sendo chamada de paralisia facial periférica idiopática ou paralisia de Bell; o que se sabe é que ocorre uma inflamação do nervo e o mesmo passa a ter um funcionamento deficiente, como se fosse desligado. A partir daí vão se instalar os sinais acima referidos.</p>
<p>Outros sinais e sintomas podem acompanhar o quadro como: alteração do paladar; diminuição ou aumento das lágrimas no olho que não fecha; formigamento e dor na hemiface acometida.</p>
<p><strong>Qual a maior preocupação do médico após instalada a paralisia facial periférica?</strong></p>
<p>Como o olho do paciente não se fecha por completo, ocorrerá um ressecamento da conjuntiva do olho afetado, com risco de lesão da córnea, havendo a necessidade, já na primeira consulta, de o paciente passar a fazer uso de colírio (um tipo de lágrima artificial) e uma pomada, como proteção ocular.</p>
<p><strong>Como é a evolução da paralisia facial periférica?</strong></p>
<p>A instalação da paralisia normalmente é súbita, mas a melhora se dá de maneira demorada, podendo levar alguns meses, devendo o doente deve ser colaborativo com a terapêutica e, como o próprio termo o designa, paciente.</p>
<p>Alguns testes são necessários para avaliar a vitalidade do nervo. Em 90% dos casos ocorrerá cura total apenas com os cuidados acima referidos, mas em 2% é necessário uma cirurgia que visa abrir o canal ósseo que o nervo facial percorre dentro do ouvido, para que o mesmo possa recuperar-se mais rapidamente. Por isso é o otorrinolaringologista o especialista mais indicado para acompanhar a maioria dos casos de paralisia facial periférica.</p>
<p>Caso não ocorra uma melhora completa do quadro, outros métodos terapêuticos (fisioterapia; cirurgia) podem ser aplicados na tentativa de correção estética e funcional dos movimentos da face.</p>
<p>Resumindo, a paralisia facial periférica é uma doença freqüente, geralmente benigna que, quando acompanhada precocemente com o especialista adequado, tende a cura completa. Caso ocorra seqüela, há métodos terapêuticos que visam minimizá-la, deixando o paciente apto a viver na comunidade.</p>
<p>&nbsp;</p>
<p>Qualquer dúvida que tenha, deixe um comentário.</p>
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		<title>Paralisia Cerebral</title>
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		<pubDate>Mon, 20 Jun 2011 15:49:52 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Paralisia.com</dc:creator>
				<category><![CDATA[Paralisia cerebral]]></category>

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		<description><![CDATA[Paralisia cerebral é uma lesão de uma ou mais partes do cérebro, provocada muitas vezes pela falta de oxigenação das células cerebrais. Acontece durante a gestação, no momento do parto ou após o nascimento, ainda no processo de amadurecimento do cérebro da criança. É importante saber que o portador possui inteligência normal (a ser que [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p><strong><img class="alignleft size-full wp-image-13" style="margin-right: 20px;" title="paralisia-cerebral" src="http://www.paralisia.com/wp-content/uploads/2011/06/paralisia-cerebral.gif" alt="Paralisia cerebral" width="240" height="204" />Paralisia cerebral</strong> é uma lesão de uma ou mais partes do cérebro, provocada muitas vezes pela falta de oxigenação das células cerebrais. Acontece durante a gestação, no momento do parto ou após o nascimento, ainda no processo de amadurecimento do cérebro da criança.</p>
<p>É importante saber que o portador possui inteligência normal (a ser que a lesão tenha afetado áreas do cérebro responsáveis pelo pensamento e pela memória). Mas se a visão ou a audição forem prejudicadas, a pessoa poderá ter dificuldades para entender as informações como são transmitidas; se os músculos da fala forem atingidos, haverá dificuldade para comunicar seus pensamentos ou necessidades.</p>
<p>Quando tais fatos são observados, o portador de paralisia cerebral pode ser erroneamente classificado como deficiente mental ou não-inteligente.</p>
<p>Qualquer dúvida que tenha, deixe um comentário.</p>
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